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<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Por Evelyn GrabinWAU_tab('9yrbydva66qu', 'right-lower')
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</description><title>Quando ela se foi</title><generator>Tumblr (3.0; @meninacarvoeira)</generator><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/</link><item><title>Blog desativado por tempo indeterminado.</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Estou fermentando meus conhecimentos na Oficina Literária Charles Kiefer.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/27061970971</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/27061970971</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2012 15:05:16 -0300</pubDate><category>reminder</category></item><item><title>Pequeno, gelado e danificado</title><description>&lt;p&gt;- Vou jogá-lo no rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- No rio? Por quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Porque eu quero que ele vá embora para bem longe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Você não deveria jogá-lo em lugar algum&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- E manter isso aqui comigo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Como todos fazem&amp;#8230;?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Mas eu não quero isso pra mim, não mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Você é que sabe, é seu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Era meu, deixou de ser faz tempo e é por isso que vou pô-lo fora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Vá em frente, ué&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Calma, é complicado se desfazer&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Então não se desfaça, ora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Mas é preciso, é um mal necessário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- É uma loucura, isso sim! Chega!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Está bem, está bem. Espera dois segundos, já vou jogar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E então aquele coração pequeno, gelado e danificado escorregou pelas margens enlameadas do rio e foi junto com a correnteza para bem longe, para onde ela não queria saber, para nunca mais voltar e, então, quem sabe, ela nunca mais sofrer.&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/24763029189</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/24763029189</guid><pubDate>Sat, 09 Jun 2012 16:42:00 -0300</pubDate><category>texto</category></item><item><title>Video</title><description>&lt;iframe width="400" height="300" src="http://www.youtube.com/embed/e-e8YtyDXoY?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/23557631761</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/23557631761</guid><pubDate>Tue, 22 May 2012 16:43:56 -0300</pubDate><category>vídeo</category></item><item><title>Podia sentir o cheiro fresco</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;e ao mesmo tempo putrefato da brisa do mar passando pelo porto e enroscando-se nas persianas. Ela estava deitada, pernas jogadas para cima, encostadas na parede, com uma cigarrilha na mão. Tragava aproximadamente de dois em dois minutos, acompanhando os tiques de um relógio velho que ficava na cozinha do andar de baixo. Seus cabelos verdes, sim, verdes como uma caneta marca-texto, estavam estendidos ainda úmidos no travesseiro. Ela divagava, tragava e às vezes ouvia os morosos passos da mãe subindo ou descendo as escadas da velha pensão, podia imaginar muito bem as pálpebras gordas e pesadas atrapalhando sua vista e talvez um novo roxo em um dos braços, a cara da Maria da Penha. Tragou pela última vez e por entre a fresta da janela tocou o toco da cigarrilha, que provavelmente escorreria com a água da chuva e iria acabar no mar, como tu do ali naquela vila acabava.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Levantou-se, por fim, e olhou-se no espelho. Sua pele era macia e branca, mas ela podia sentir só de ver o cheiro de mar que já estava encrustado nela. Nela, na casa, nas roupas, em todas as pessoas que por ali passavam. Peixes em um cardume que não tinham  mais a consciência do certo bodum que expeliam, visível para qualquer turista no entanto. Talvez fosse por isso que aquela vez, naquele maio gelado, aquele rapaz que se dizia do exterior não tenha querido manter contato, não queria impregnar-se do odor de bacalhau e sal. Para ela, mas ela já estava acostumada, restavam os caras das embarcações, marinheiros, marujos, e, se desse sorte, talvez um capitão. Encontrava-lhes ali perto do cais, não como as prostitutas que os práticos apresentavam, mas como uma bela jovem que estava ali – por acaso! – tomando um drinque barato no botequim. Certa vez, lembra-se enquanto espreme um pequeno cravo do lado do nariz, fora amada em cima de um container, à vista de tudo e todos (mas não havia ninguém, por óbvio), com a maresia grudando-lhes os corpos. Frederico o nome dele e era só o que lembrava além das costas molhadas e do hálito de hidromel.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltou a si, percebeu que se sentia um pouco excitada com a lembrança, mas não chegou a envergonhar-se por isso. Estava sozinha no quarto e a mãe já havia feito coisas muito piores, sabe-se lá o que na verdade, nos quartos de hóspedes solitários. A pensão era, por direito, dela, o pai deixara quando morrera, mas a mãe que cuidava. Cuidava em termos, pois tudo parecia apodrecer pelos cantos e estar terminalmente infectado por mofo, mas dava para o gasto dos pobres coitados dos hóspedes que tinham a audácia de se acomodar ali, para não pagar toda aquela fortuna para o único hotel da cidade, mas tinham lá suas regalias, como a dona de seios fartos e atitudes promíscuas. Desceu as escadas, em outros tempos, quando o limo ainda começava a depositar-se teria estatelado-se até o chão, mas agora seus pés já quase dançavam naquela lambuseira toda. Saiu pela porta dos fundos e deu de cara para um navio gigantesco ancorando no porto. Provavelmente era uma das maiores embarcações que já havia visto, pintada nas cores de alguma bandeira africana, ela não saberia dizer ao certo qual. Recostou-se em um poste de luz e observou o trabalho do prático, encaixando meticulosamente cada canto do navio naquele porto podre que só servia para abastecer mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, quando o prático saiu da cabine de vidros esfumaçados e dirigiu-se casualmente a proa do navio, fosse para conferir se seu trabalho estava feito, fosse pra conferir o quanto a paisagem era realmente deprimente, ela percebeu. Talvez houvesse uma ou duas rugas a mais, mas o olhar forçado, dando a impressão de estar sempre querendo ver ante a neblina, continuava o mesmo e, por isso, ela gelou. Sentiu um arrepio percorrer sua espinha, segurou-se contra o poste gélido, e olhou de novo. Mas ele estava abaixando – estaria amarrando os cadarços? – e ela não queria ter o desagrado de trocar olhares. Correu como nunca correra, sobre o limo e as pedras molhadas, entrando abruptamente dentro da velha pensão e sentando-se junto a mesa carcomida por cupins. Não podia ser, não ele. Não agora, ela talvez não estivesse vivendo grandes emoções, mas, definitivamente, queria viver.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/23557277229</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/23557277229</guid><pubDate>Tue, 22 May 2012 16:37:46 -0300</pubDate><category>texto</category></item><item><title>Here I go again (Publicado com o Instagram)</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1ap4r2cQw1qdssudo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Here I go again (Publicado com o &lt;a href="http://instagr.am" target="_blank"&gt;Instagram&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19735509583</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19735509583</guid><pubDate>Thu, 22 Mar 2012 13:43:00 -0300</pubDate><category>imagem</category><category>indicação</category></item><item><title>Pegou a taça na mão, com força, vontade de atirá-la na cabeça de alguém e sentiu o vidro trincar....</title><description>&lt;p&gt;Pegou a taça na mão, com força, vontade de atirá-la na cabeça de alguém e sentiu o vidro trincar. Apertou ainda com mais força e ao ver o chão já repleto de estilhaços pensou que deveria estar de pantufas, não descalça. Não, pantufas não. Salto alto, sair andando daquela cozinha metida a chique esmagando todos os cacos sonoramente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Metida a chique, somente metida. Taças de vidro. Cristal era o que ela esperava da casa de alguém como a Senhorita Taylor, aquela mulher pomposa que provavelmente esperava-a na sala com um blábláblá meloso para consolá-la. Cuidadosamente desviou do vidro no chão e dirigiu-se para a porta da cozinha, dando uma última olhada pra trás. O vidro no chão, o azulejo branco cristalino, desejou secretamente que alguém se cortasse ali mais tarde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Senhorita Taylor, eu não acho que convenha eu ficar aqui na sua casa. Não agora, depois de tudo que eu fiquei sabendo, tenho que ficar sozinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Quebrar mais taças em casa, querida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Talvez, talvez quebrar a prataria toda. Na cabeça. Na cabeça do seu filho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela não sabia ao certo porque se referia a sogra como Senhorita Taylor, visto que ela bem já tinha idade para ser uma senhora, mas simplesmente chamava-a assim, como todo mundo fazia, como se a Senhorita Taylor tivesse congelado no tempo e fosse eternamente a rainha de toda a beleza e, no momento, sabedorias sobre o amor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não fale assim, Jules. Eu te disse, você sabe que eu te disse que ele era um rapaz difícil! Você o conhece desde o colegial, nunca teve jeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não me parece que você se importe muito com isso, nem que tenha tentado alguma vez torná-lo uma pessoa mais&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Mais o quê, querida? Responsável? Amável? Fiel? O quê? - indagava a Senhorita Taylor numa calma curiosa espantosa, como se estivessem falando do cheiro ruim de queijo na geladeira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Pra mim chega. - afastou-se da poltrona onde seu corpo, involuntariamente, desejava sentar-se e foi em direção à janela principal. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhou para baixo e viu aquele rio enorme que passava perto da casa de campo dos Robsfrestein. Por que mesmo ela tinha concordado em vir? Não aguentava mais aquela casa de estilo vitoriano, aquele rio silencioso, os peixes frescos e mortos na mesa da cozinha, a calefação quente demais&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Tudo bem, então chega. - disse a Senhorita Taylor - mas gostaria mesmo de saber como você vai embora. Jules, ele não vai voltar hoje, nem tão cedo, quem sabe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Vocês não tem nem um maldito cavalo? Posso sair montada em uma porca gorda se houver. Não quero mais ficar aqui, sentir o cheiro putrefato de sexo de vagabunda no quarto do meu, quer dizer, no seu, no dele, no quarto de qualquer pessoa menos no meu! - berrou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Calou-se então. Olhou para o rio de novo. O rio era convidativo naquele crepúsculo, suas águas quentes, paradas, o limo fazendo cosquinha nos pés. Percebeu então que a Senhorita Taylor a olhava esperando alguma atitude. Não sabia ao certo se ela desejava que ficasse, que fosse embora, que contasse-lhe tudo ou calasse-se em algum canto moribunda na casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Jules, eu já fui&amp;#8230; bem, na verdade, eu sou uma bela senhorita. - Jules pensou que as coisas não poderiam ficar piores, Senhorita Taylor e seu super ego - Sei  como é saber o quanto se vale e não falo em dinheiro, pois sei que sua família passa por dificuldades às vezes - Jules revirou os olhos - mas de valores espirituais mesmo. Eles só vêem beleza e deixam nossos sentimentos assim quebrados como aquela da taça da cozinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Senhorita Taylor, a senhora está insinuando que seu filho só me acha bonita? Que depois de sete anos ele simplesmente estava interessado em me exibir para amigos, tirar fotografias e me tocar? É isso? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Trepar com você, querida. É isso que eles querem. Trepar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jules arregalou os olhos, jamais imaginou a Senhorita Taylor falando algo assim, tão chulo, tão impressionantemente e possivelmente real  da natureza do ser humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Bom, não quero mais incomodar você. Estou na minha casa, mas acho que preferia, curiosamente, estar em Londres com meu marido, na banheira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Eu realmente não&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Você não quer saber, eu sei, querida. Mas é a verdade. Você provavelmente não gostaria de estar aqui agora também. Vou para o meu quarto, não espere ele. Vá fazer algo de útil, peça à Valência que limpe a cozinha antes de dormir. Boa noite. - e percorreu os degraus da longa escada até seu quarto tão pomposo quanto ela no fim do corredor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jules imaginou o que ela estaria fazendo ali mesmo. Longe do marido. Senhorita Taylor gostava tanto daquela bosta de casa de campo. Devia gostar do marido, de ficar na banheira como ela disse. Jules saiu da casa e aproximou-se, depois de uma pequena caminhada que não chegou a ser cansativa, do rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rios, na cabeça das pessoas, não são coisas sempre muito limpas, mas aquele rio, apesar de um pouco turvo na superfície parecia uma boa opção. Boa opção não sabia exatamente do que, mas resolveu entrar. Retirou seu longo vestido florido, deixou-o jogado na margem e entrou aos poucos na água. Sentia pequenos peixinhos passarem-lhe por entre as pernas e, quando, chegou onde a água batia-lhe nos ombos flutuou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensou no que a Senhorita Taylor tinha dito. Trepar. Será que era só isso que ele queria? Sete anos de trepa? Ele era um bom noivo, apesar de não oficial, mas sabia que, às vezes, quando olhava-lhe nos olhos via um homem meio distante, buscando algo que ela não sabia bem o que, contudo sentia que não tinha muito a ver com ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se tocou. Tocou, primeiro, por cima da calcinha molhada, e, depois, por baixo. A água cobria metade de seu corpo que boiava e ela emergiu um pouco mais e buscou o prazer. Sentia que era boa no que fazia, que gostava do que fazia e depois de um tempo, simplesmente ao sentir algo escorrer-lhe delicado pelas pernas emergiu mais e mais e não voltou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se alguém estivesse observando essa cena teria percebido a pequena cabeça da Senhorita Taylor observar tudo pela janela do quarto. E, não sei ao certo, parecer gostar do que assistiu.&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19637505945</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19637505945</guid><pubDate>Tue, 20 Mar 2012 16:55:04 -0300</pubDate><category>texto</category></item><item><title>Sensacional, um dos melhores livros que eu já li… devorei...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m16yy2jVtN1qdssudo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Sensacional, um dos melhores livros que eu já li… devorei em três dias!&lt;br/&gt;Recomendadíssimo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Sinopse:&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;Todas as manhãs, Christine acorda sem saber onde está. Suas memórias desaparecem todas as vezes que ela dorme. Seu marido, Ben, é um estranho. Todos os dias ele tem de recontar a vida deles e o misterioso acidente que tornou Christine uma amnésica. Encorajada por um médico, ela começa a escrever um diário para ajudá-la a reconstruir suas memórias mas acaba descobrindo que a única pessoa em quem confia talvez esteja contando apenas parte da história.&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;*** &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;«Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã. A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente…» &lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos - tudo perdido numa noite…”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(&lt;a href="http://www.lendonasentrelinhas.com.br/2012/02/lancamento-antes-de-dormir-s-j-watson.html" target="_blank"&gt;&lt;a href="http://www.lendonasentrelinhas.com.br/2012/02/lancamento-antes-de-dormir-s-j-watson.html" target="_blank"&gt;http://www.lendonasentrelinhas.com.br/2012/02/lancamento-antes-de-dormir-s-j-watson.html&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19629704585</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19629704585</guid><pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:25:00 -0300</pubDate><category>indicação</category></item><item><title>Coincidência… (Publicado com o Instagram)</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m0yo24MSEr1qdssudo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Coincidência… (Publicado com o &lt;a href="http://instagr.am" target="_blank"&gt;Instagram&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19385295596</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19385295596</guid><pubDate>Fri, 16 Mar 2012 01:49:15 -0300</pubDate></item><item><title>Ela revirou os lápis na gaveta.
Lápis coloridos,
aquareláveis, 
verde, 
vermelho,
salmão.
Procurou...</title><description>&lt;p&gt;Ela revirou os lápis na gaveta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lápis coloridos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;aquareláveis, &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;verde, &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vermelho,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;salmão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Procurou uma cor que revelasse,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e como ela queria que revelasse,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;toda sua epifania.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gizes de cera,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tintas guache,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;amarelo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;azul,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;marrom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pintou então,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas pintou de lado, &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com pressa inexplicada,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com pressa dedicada,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;desejo e vontade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;de ser entendida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e não mais complicada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O céu era verde,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;verde musgo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;verde limão,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;verde neon.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O chão era azul,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;azul celeste,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;azul turquesa, &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;azul bebê.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E pronto, acabou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não assinou&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e pendurou na geladeira,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas poderia ter sido em um mural,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;estava estampado em seu rosto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e agora desenhado no papel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela estava vivendo no paraíso,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;não fazia mais questão de ter os pés no chão.&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19301875964</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19301875964</guid><pubDate>Wed, 14 Mar 2012 16:56:20 -0300</pubDate><category>texto</category></item><item><title>Oh yes, you are!</title><description>&lt;iframe width="400" height="299" src="http://www.youtube.com/embed/judcSt6HBvo?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Oh yes, you are!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19277890733</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/19277890733</guid><pubDate>Wed, 14 Mar 2012 01:44:42 -0300</pubDate><category>vídeo</category></item><item><title>"Veja Se Você É Ciumento" por Fabrício Carpinejar</title><description>&lt;a href="http://carpinejar.blogspot.com/2011/11/veja-se-voce-e-ciumento.html"&gt;"Veja Se Você É Ciumento" por Fabrício Carpinejar&lt;/a&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13087325535</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13087325535</guid><pubDate>Sun, 20 Nov 2011 20:24:55 -0400</pubDate><category>link</category></item><item><title>ASSINEM A PETIÇÃO!
NÃO DEIXEM PRA...</title><description>&lt;iframe width="400" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/TWWwfL66MPs?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ASSINEM A PETIÇÃO!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;NÃO DEIXEM PRA DEPOIS: &lt;a href="http://www.movimentogotadagua.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;a href="http://www.movimentogotadagua.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.movimentogotadagua.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13074881087</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13074881087</guid><pubDate>Sun, 20 Nov 2011 16:15:00 -0400</pubDate><category>vídeo</category></item><item><title>Sem sentido</title><description>&lt;p&gt;  Aquelas coisas que na hora (parecem) fazem(r) sentido, mas, na verdade profunda e depois um tanto quanto vergonhosa, perdem-lo todo, deixando apenas restos de vergonha e putrefação de o que foram, uma vez, boas ou, até mesmo, péssimas intenções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Realmente acredito que essas coisas acontecem com todo mundo. Um único momento de deslize, de uma certa, digamos assim, magia de que as coisas poderiam ser diferentes e darem certo (ou intencionalmente errado), basta isso. Um único momento sem sentido. Que quando olhado do futuro pergunta ao presente se há razão para isso no passado ou em qualquer outra época, pois é apenas mais uma dessas aberrações da vida, que acontece e depois nos deixa estupefatos perguntando &amp;#8220;onde é que eu estava com a cabeça?!&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Contudo, agora lamentar é pouco, consertar é insuficiente, pensar é destruidor. Já foi, um único deslize para um tombo totalmente ridículo na pista de gelo. Mas isso não é o pior, já disse, cair todos caem. Sem sentido que é o pior, o inexplicável, o inadmissível. Não afirmo que seria um epifânico sentido, mas seria um sentido, um alento, uma justificativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Coisas sem sentido doem mais. Não há recompensa, nem castigo além do próprio pensamento preso em uma gaiola enferrujada. Não há pássaros que possam fugir para um destino melhor, migrar para o Norte ou para o Sul. Não há nada. Não há sentido. E você fez, mesmo assim, você fez. Perguntam-lhe o por quê e a única coisa que você pode responder e ecoar de dentro da sua encolhedora e humilhadora jaula mental é &amp;#8220;eu não sei porque, não faz sentido&amp;#8221;.&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13027212608</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/13027212608</guid><pubDate>Sat, 19 Nov 2011 17:06:00 -0400</pubDate><category>texto</category></item><item><title>"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a..."</title><description>““Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.””&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Caio F. Abreu&lt;/em&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12857141977</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12857141977</guid><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 20:13:52 -0400</pubDate><category>citação</category></item><item><title>Video</title><description>&lt;iframe width="400" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/WoFHIhAW4W0?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12853345183</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12853345183</guid><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 18:57:36 -0400</pubDate><category>vídeo</category></item><item><title>So, let’s watch a movie?</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_luofcr7NIN1qdssudo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;So, let’s watch a movie?&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12812192429</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12812192429</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 20:43:39 -0400</pubDate><category>imagem</category></item><item><title>Linda, linda, linda.</title><description>&lt;iframe width="400" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/QUoEA9AtNsI?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Linda, linda, linda.&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12582036015</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12582036015</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 22:12:02 -0400</pubDate><category>vídeo</category></item><item><title>A ladra (uma boba história)</title><description>&lt;p&gt;Conheci uma vez uma moça. Uma moça que roubava. Seus longos cabelos e boa lábia envolviam-na de mistério e por onde passava era certo que um gostinho de quero mais deixava, mas também de lá algo levava. Era assim essa moça, ladra. Discretamente roubava e discretamente conquistava: um, dois, três corações. Mas o que os homens não sabiam (e ouvi dizer que até algumas mulheres) era que ela não roubava corações. Levava de tudo: dinheiro, bebidas, roupas, comidas, menos corações. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Corações, no fim das contas, são algo difícil de roubar. Não vou negar que ela já havia tentado, em um passado não tão distante assim, roubá-los, mesmo um mais feio e um menos rico, mas não havia tido sucesso. Havia se magoado e alguns perguntavam se era isso que havia a traumatizado. Enfim, seu dom eram as coisas concretas, nada de abstratismos. Era ladra portanto, mas não era criminosa. Roubava com uma delicadeza invejável e, certas vezes, recebia das mãos do próprio dono aquilo que pretendia, um dia, roubar. Era assim, enganosa a moça. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa ladra sumiu. Há boatos de que roubou tanto, mas tanto, que acabou encalhada em todas as pilhas de dinheiro, bebidas, roupas e comidas. E que por mais que alguns homens (e mulheres) tentassem salvá-la, em um ato de pura idiotice, não conseguiam, pois a moça não sabia mais reconhecer alguém que só vinha, com o coração na mão, ajudar. &lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12522297583</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12522297583</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 16:13:00 -0400</pubDate><category>texto</category></item><item><title>"Sentia-me contente por não estar apaixonado, por não estar contente com o mundo. Gosto de estar em..."</title><description>““Sentia-me contente por não estar apaixonado, por não estar contente com o mundo. Gosto de estar em desacordo com tudo. As pessoas apaixonadas tornam-se muitas vezes susceptíveis, perigosas. Perdem o sentido da realidade. Perdem o sentido de humor. Tornam-se nervosas, psicóticas, chatas. Tornam-se, mesmo, assassinas.””&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Charles Bukowski&lt;/em&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12511665612</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12511665612</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 09:57:00 -0400</pubDate><category>citação</category></item><item><title>Ele continuava comendo o pastel. Mordida após mordida tornava-se mais e mais insaciável e o pastel...</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele continuava comendo o pastel. Mordida após mordida tornava-se mais e mais insaciável e o pastel parecia cada vez menos suficiente. Ela colocou a mão delicada em sua coxa e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Talvez nós devêssemos conversar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele a ignorou. Não de uma maneira bruta, mas com um simples gesto da mão, que indicava que ele precisaria acabar o pastel. Como se o pastel fosse um digestor, como aquelas pessoas que dizem que se come a salada antes para “forrar” o estômago para o prato principal. Ele continuava comendo o pastel em um alvoroço inacreditável e, por isso, Amandinha percebeu que ele não estava postergando a conversa, mas somente com fome.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tudo bem – ela concordou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando ele terminou seu pastel (e como fora grande esse pastel), ele limpou as mãos em um guardanapo, analisou-as brevemente e pegou as de Amanda com o seu jeito estranho de dar carinho.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Fala Mandinha, estou pronto pra ouvir você.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Bem&amp;#8230; Faztempoqueeuvenhopensandonissomasvocêsabecomoeusoueunãoconsigoescon&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;derascoisaspormuitotempoentãoeurealmenteacheimelhorelaborarumjeitodetefalarisso&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;semmuitosrodeiossabeporqueeuseiquevocênãogostadissoe&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mandinha, fala.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Era sempre assim. Em casa tudo parecia extremamente certo, enquanto ela repetia com uma autoconfiança invejável as palavras em frente ao espelho. No fim das contas ela acabava enrolando e criando todo um causo ao redor do que era totalmente trivial. Nem tão trivial assim no caso, mas não custaria tanto a falar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mandinha? – ele indagou-a com os olhos também, apertou as suas mãos como um estímulo para que falasse logo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu te amo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;As palavras saíram rígidas de sua boca, deixando o ar que atravessaram tão rígido quanto, uma ligação entre os dois que parecia estar muda. Ela esperou alguma reação, esperava, no mínimo, que ele agradecesse se não fosse para retribuir o sentimento.  Se ele somente agradecesse ela poderia ir embora menos mal, pois sabia que ele apreciava o sentimento. Mas e se nem isso ele fizesse? Ou se pior, recusasse todo amor que ela tinha para dar? Procurava não pensar nisso, sua mãe diria que atrai coisas ruins, que ela devia pensar como se ele já estivesse falando que também a ama e talvez até escolhessem os nomes dos filhos naquela mesma noite.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nossa, Mandinha&amp;#8230; – ele gaguejou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim??? – ela pressionou esperançosa enquanto o silêncio era desconfortavelmente retomado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, aconteceu. De uma maneira inevitável, quando ele abriu a boca tudo veio à tona. Tudo. O pastel e toda a carne moída, ovo, azeitona e salsinha. Em cima da mesa, esparramados com a verdade. Ele não havia dito mais nada além do, provavelmente, vômito mais significativo de sua vida. Não precisavam mais palavras. Amandinha levantou-se, limpou a borda da saia com um dos guardanapos e foi embora, engolindo, como um vômito que voltava-lhe ácido ao estômago - um refluxo -, todas as palavras que havia dito.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12492235507</link><guid>http://meninacarvoeira.tumblr.com/post/12492235507</guid><pubDate>Mon, 07 Nov 2011 21:17:00 -0400</pubDate><category>texto</category></item></channel></rss>
